Três passos definitivos para falar em público (e, quem sabe, ser um grande speaker)

Três passos definitivos para falar em público (e, quem sabe, ser um grande speaker)

Como empreendedores devemos saber falar com as pessoas. E muitas vezes pessoas que não têm tempo!

  • Buscamos investimento e tem que falar com um investidor.
  • Falamos para painéis ou bancas de especialistas (em especial em se tratando de StartUp).
  • Explicamos o nosso produto num programa de televisão, podcast ou uma live da rede digital mais próxima.
  • Recebemos grupos de clientes para almoços, jantares ou seminários.
  • Coordenaremos e diremos palavras para a nossa equipe em reuniões eventuais.
  • Participamos de reuniões nas quais representamos a nossa empresa, e queremos fazer articulações / networking.
  • Participamos de eventos como rodadas de negócios e meetups onde devemos fazer pitches que em 1 a 3 minutos captem a audiência.
  • Palestramos para grandes públicos que querem aprender com a nossa experiência.

E por mais que estejamos entregando uma ideia, na maioria das vezes, as pessoas não vão lembrar dos detalhes dessas ideias, mas do grau de confiança que transmitimos e do que sentiram quando nos escutavam.

Falar em público é uma virtude extremamente nos mundos atuais onde um pequeno objeto vibra sem parar em nossos bolsos, tirando a atenção do público. O nosso maior competidor hoje não é mais a concorrência comercial, mas os aparelhos móveis que os nossos interlocutores trazem e, com eles, as urgências, emergências e pendências que eles irão responder e deixar de lhe escutar.

É isso que você quer? Para mudarmos este cenário, recomendamos três passos básicos para você começar uma nova fase na vida de speaker.

1. Conhecimento

Primeiro de tudo você precisa se conhecer! Sim, parece uma coisa básica e um clichê, mas a verdade é que muitas pessoas tentam ser tudo exceto si mesmas. Contam piadas porque leram em algum lugar que o humor é uma boa estratégia (mas o estilo delas é sério e não sabem contar piadas). São introvertidas mas acham que precisam abusar de uma extroversão que não possuem. São mais emocionais e acham que devem fingir ser racionais para convencer as pessoas. O primeiro passo do primeiro passo é sabermos quem somos a conseguirmos transformar isso em algo positivo para o público.

O que nos leva a um ponto fundamental: conhecer o público. Qual a faixa etária, o nível de experiência, a área de atuação, o gênero, os gostos, os conceitos e pré-conceitos do público para saber onde pode ir e onde não. Muitas vezes fazer um comentário considerado benigno num grupo pode ser sinal de grande incômodo com outro, então precisamos conhecer bem para quem falamos. E, aí, conseguiremos engajar o público e começar a trazê-lo para o nosso lado. Para isso um estilo dialógico (de diálogo) com as pessoas é importante: faça perguntas, escute as respostas e conduza a fala a partir dessa relação que começou a se estabelecer.

Outros elementos a conhecer são o espaço e os recursos disponíveis (sejam ferramentas físicas como microfone, caixa de som, datashow, ou um simples recurso chamado tempo). E, sobretudo, conheça o seu próprio propósito na fala (para quê está comunicando).

2. Vontade

A nossa vontade é demonstrada em pequenas coisas: na linguagem não-verbal, no tom de voz, no nosso posicionamento quando falamos… Ter a voz sempre no mesmo timbre sem destacar ideias ou palavras-chave, ou uma linguagem não-verbal demasiadamente ensaiada (ou completamente aleatória) demonstram que não estávamos dispostos a oferecer o nosso tempo de preparo para a fala, significa que não estávamos com vontade de nos prepararmos! Por isso é tão importante ensaiar com outras pessoas!

A vontade é inspiradora quando contamos histórias significativas — sejam nossas próprias histórias de derrota e vitória, seja a história de terceiros (real ou não) —, permitindo ao público chegar onde desejamos, sem pregar sermões infindáveis ou trazer tecnicidade desnecessária.

Os slides também devem estar preparados de tal modo que não tenham demasiadas palavras, mas o suficiente para a pessoa que se perdeu regressar ao caminho; lembrando que o slide é para o público não para você!

3. Ação

Pratique, pratique, pratique — em especial com pessoas que desconheçam do tema. Pois se alguém que não sabe do assunto entende, imagina aqueles que dominam! E depois de praticar, escreva o seu texto, refine e pratique de novo!

Aproveite as oportunidades para a prática de falar em público e falar com desconhecidos. Fale em mesas redondas, faça voluntariado, participe de organizações não-governamentais (como a FAJE Goiás), faça teatro e faça cursos para aprender com especialistas como falar num estilo TED/TEDx que está revolucionando o mundo.

E depois de já ter praticado o suficiente, ignore este texto, pois está na hora de você descobrir o seu próprio jeito de falar e mover multidões.

 

Texto por:
Sam Cyrous é cidadão do mundo, capaz de ver em cada ser humano a faísca para o crescimento coletivo. Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento Estratégicos da Federação das Associações de Jovens Empreendedores e Empresários do Estado de Goiás, é Empreendedor social homenageado quatro vezes pela atuação em Direitos Humanos, pela Assembleia Legislativa de Goiás e pela Câmara Municipal de Goiânia. Curador do TEDxGoiânia, foi capacitado por Nossrat Peseschkian (Alemanha) em StoryTelling, tendo atuado como consultor estratégico de conteúdo em revistas especializadas (Portugal), Organizações Não-Governamentais e instituições de ensino de escopo nacional no Brasil — provendo cursos, palestras e consultorias de norte a sul do Brasil — com empresários, políticos, e organizações diversas como a Vale, S.A., a ADCAM, o SEBRAE ou o Instituto Engecred como parceiros e clientes.

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