Empreender na Era Pós Digital: O errado é fazer o mesmo certo durante muito tempo.

Walter Longo, presidente do Grupo ABRIL, disse em sua palestra realizada em Goiânia algumas semanas atrás a seguinte frase: “As empresas não quebram mais somente por fazer coisas erradas, agora elas quebram também por fazer a mesma coisa certa durante muito tempo ou por tempo demais.”

 

O que isso quer dizer?
Há muito pouco tempo os gestores e empresários se concentravam principalmente em não errar, ou seja, evitar falhas ou cometer erros cruciais que inviabilizassem seus negócios.
Porém hoje, com a velocidade das mudanças, os gestores além de não poderem errar, eles precisam ao mesmo tempo acertar, mudar e continuar acertando.

Isso parece difícil e complicado e é mesmo.

Ainda segundo Longo, entramos agora no mundo pós digital, pois hoje o digital e offline se complementam e se misturam o tempo todo, não existe mais o mundo real e o mundo digital, o que existe é a fusão completa dos dois mundos.

Agora mesmo você lendo essa artigo você está no digital e talvez interagindo com o mundo offline ao mesmo tempo, conversando com alguém do seu lado ou pelo telefone. A verdade é que um mundo não existe mais sem o outro e talvez ainda não “sacamos” isso tão claramente.
E esse mundo pós digital trouxe junto a super produtividade e a super competitividade , o que demorava um ano pra mudar hoje muda em meses, talvez dias.

Por exemplo: as coleções de empresas da moda que eram definidas em 4 estações, ou seja duravam 3 meses, hoje duram 15 dias no que chamamos de Fast Fashion, modelo de negócio utilizado pelas empresas desse ramo que mais se valorizaram no mundo nos últimos tempos.
Essa velocidade na mudança de comportamento do consumindo está acontecendo em todos os ramos, , na alimentação fora do lar, vimos que com a crise muitos bares e restaurantes perderam movimento, alguns quebraram,  e ao mesmo tempo surgiram os food trucks, que por vezes cobram valores parecidos aos dos estabelecimentos tradicionais e assim mesmo ganhou grande espaço nesse seguimento.

Mas por quê?
Algumas possíveis explicações:
– Muitos donos de restaurantes, perderam tempo e energia demais reclamando dos food trucks (assim como taxistas estão fazendo com o UBER) e no entanto poucos deles viram isso como uma oportunidade de estar mais próximo do publico, diminuir custos e só agora quase 02 anos depois do surgimento dos food trucks, vemos um movimento maior nessa transição do estabelecimento tradicional para o “itinerante”.
– Os food trucks talvez traduzam de maneira clara o que Walter Longo quis dizer com a frase do começo do texto, pois eles são móveis (são carros né Emerson!?) e vão até onde o consumidor quer que ele esteja e não o contrário.
– Em sua maioria são negócios simples, com poucas pessoas, poucos produtos e extremamente dinâmicos, mudam seus cardápios o tempo todo.
E isso foi exatamente o que Longo concluiu, nessa era pós digital ser pequeno é ter uma vantagem competitiva contra àqueles que já cresceram muito e tem grande dificuldade e morosidade em mudar.

Para encerar quero deixar aqui a teoria da Evolução de Darwin, que nunca foi tão atual e necessária para os empreendedores prosperarem:
“Não é o mais forte nem o mais inteligente que sobrevive, e sim o que mais rápido se adapta às mudanças.”
Precisa dizer mais alguma coisa?
Vou deixar então umas dicas para quem está querendo começar agora suas mudanças..
1- Ler reportagens, escutar podcast, e livros todo dia, sim todo dia.
2- Se atualizar, sair da empresa, participar de congressos, palestras, ir pra outras cidades principalmente SP, Brasilia e RJ, ou se der pro exterior.
3- Faça benchmarking: estude o que outros estão fazendo concorrentes e também de outros ramos.
4- Quando algo novo te incomodar, antes ou depois de reclamar, tente fazer a seguinte reflexão: “como eu posso aproveitar isso pro meu negocio?.”
Boa mudança e seja rápido.

Por Emerson Tokarski, Vice presidente da FAJE Goiás.

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